terça-feira, 1 de novembro de 2011

Neymar, o gênio, e Lula, o cara.

Quem acredita que essa minha postagem é uma volta às atividades pode estar enganado, ou não. Difícil prever se irei produzir mais textos daqui pra frente, mas sempre que entro na internet lembro que um dia este espaço até que funcionou direitinho, e vê-lo com uma postagem tão antiga me deixa triste. Enfim, prometo que vou tentar...

Quem será o último a se render ao talento de Neymar? Quem ainda acha que é apenas um produto de marketing, jogador normal e um cai-cai? Rogério Ceni e um jogador mexicano que enfrentou o menino prodígio em um amistoso meia-boca acham. No dia em que Messi fez três gols, Neymar fez quatro. Dois jogadores excepcionais. Comparáveis? Sim, claro, por que não? Messi é melhor que Neymar? Alguns dirão que "lógico", outros esclamarão "é pra rir?" e talvez há quem diga: Pedro, você é torcedor do Santos. Eu digo não. Messi é um gênio e Neymar é outro gênio. Dois estilos parecidos, dois países que fabricam craques e dois mundos ainda um pouco diferentes.

Enquanto Messi joga na Espanha, de uma Liga de poucas faltas, pouca marcação e muitos gols, Neymar joga no Brasil, onde enfrenta marcação dura e as vezes desleal, joga com poucos de seu nível no time e faz jogadas nunca antes vistas no futebol, como o gol contra o Flamengo no 1º turno do Brasileirão ou o gol fantástico na Vila pela Libertadores da América. Messi tem mais títulos, mais gols, mais jogadas geniais e mais idade. O brasileiro tem 19 anos e já 100 gols. Se manter a média ultrapassa o Rei.

Ao contrário de 90% da imprensa nacional, não acho que ele tem que ir para a europa. Temos que querer que ele fique e valorize o campeonato brasileiro. Temos que ter nossos craques aqui e cada vez mais há condições favoráveis para isso.

Curta

 - Andou rolando nas redes sociais uma campanha para o Lula se tratar pelo SUS. Não vou me alongar nesta discussão por três motivos. 1º - Quem criou essa campanha não se trata pelo SUS. 2º - Câncer não é motivo de debate político. 3º - Já há uma movimentação enorme de outras pessoas, inlcusive opositores do governo Lula, que estão reprovando essa campanha das redes sociais.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

De volta a ativa: seleção em doses



Já fazia mais de um mês que nem chegava perto do blog, mas decidi que já era tempo de voltar a atualizar o espaço, que foi abandonado pelo outro Oliveira, espero que temporariamente. Já faz tempo também que o assunto só é futebol, mas como falar de outra coisa em plena Copa América. Pois então vamos às considerações pós-primeira fase.

Mano - Nosso treinador mostrou que não tem nenhuma personalidade e se ganhar a competição será por pura sorte, já que a seleção brasileira não merece ganhar um título jogando feito time de segundona. Primeiro o cara escala o time que todo brasileiro gostaria de ver em campo, legal. Bastou não dar certo no jogo contra a Venezuela que ele arruma um culpado (pela imprensa), Robinho, coloca o Jadson e ainda por cima muda o esquema que vinha treinando há duas semanas. E outra. Se tinha alguém que jogou mal no jogo contra o time da terra de Hugo Chavez foi Ramires e este continuou intocável.

Aí vem o Jadson, que para mim foi usado pelo treinador para provar à imprensa que ninguém sabia como ele ia jogar, e faz um golaço. Não é que ele tira o cara de campo no intervalo? Alguém pode dizer: "mas o cara tinha amarelo". Mas não é jogador de defesa. É só orientar para não fazer falta, que na função dele não é necessária. Pois bem, nao de certo. Ramires jogou mal de novo e sobrecarregou os zagueiros que falharam e o Brasil empatou na sorte e no talento individual de Ganso, pelo passe, e Fred, pela finalização.

Quando todos achavam que ele iria manter o time do segundo jogo, ele volta com a escalação inicial, com Robinho de volta. Como assim? O menino da vila nem entrou no segundo jogo, como volta a ser titular? Porque? Alguém me explique a teoria desse treinador. Para a sorte de Mano, André Santos acertou um cruzamento na cabeça de Pato, que acordou o centroavante do Milan. Neymar e Robinho também jogaram pro gasto e o time fez os gols. Quando estava 4 a 2, o nosso treinador de segunda ainda tentou das suas, ao recuar o time tirando Ganso e colocando Elias. Felizmente já era tarde.

Ramires - Jogou o primeiro tempo contra o Paraguai bem. No resto dos jogos não fez nada que preste e mesmo assim foi mantido, mesmo com Elias, que faz a mesma função, no banco. Ele é tão titular assim?

Robinho - Achincalhado pela imprensa que adora arrumar um culpado pelos fracacassos, cortou até o cabelo para voltar a ser titular. Não foi brilhante e também não jogou mal em nenhum dos dois jogos. A imprensa faz cobranças a ele, mas não explica que ele está jogando fora da sua posição. A "ponta-esquerda".

Lúcio - Muito obrigado capitão. Valeu por tudo. Mas já deu. David Luiz está me melhor fase do que ele e na seleção joga que está me melhor fase. Ou não?

Julio César - Porque voltou ao gol se Victor estava bem na seleção? Pelo nome? É um goleirão, mas a fase não ajuda.

Maicon - É titular e nunca jogou mal pela seleção. Daniel Alves é um ótimo jogador, mas só começou de titular porque joga no time da moda.

Paulo César Vasconcelos - To vendo a Copa América pelo Sportv. Ô comentarista de m. Ontem disse que Julio César levou um "frango com batatas e arroz a grega". Hã? Ainda bem que o narrador é o Milton Leite, que devia ter soltado um "Que Beleza" por seu amigo de cabine.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Fala que eu não te escuto...

Meu grande amigo Cioba colocou a indicação desse video no Facebook. Eu então resolvi colocar os dois no patê já que ando meio sem saco pra escrever (isso não dura muito) e postar video é bem mais fácil. Valeu aí gordão e aos caras que fizeram. Muito boa idéia...






Será que alguma vez deu errado?

segunda-feira, 16 de maio de 2011

domingo, 15 de maio de 2011

Pânico na Rede TV!

O impostor desta vez estava do outro lado e o motivo de piada é o próprio diretor do programa humorístico. A Skol, patrocinadora do programa, não vai achar engraçado... mas eu achei.


quinta-feira, 12 de maio de 2011

O nº 1 do Brasil

Há 14 anos atrás, um jovem e desconhecido catarinense assombrava o mundo ao vencer o torneio de Roland Garros, um dos quatro Grand Slams do tênis. O nome dele era Gustavo Kuerten, o Guga.

Até então o tênis era um esporte pouco conhecido e pouco divulgado no Brasil, poucos eram os que se lembravam de Maria Esther Bueno, tenista brasileira que ganhou sete Grand Slams nos anos 1960. Guga fez nascer uma nova era. Aos poucos a Gugamania fois se instalando no país. Passamos a ser não apenas a pátria de chuteiras, adotamos a raquete como símbolo nacional.

Aquele garoto cresceu e com ele o seu tênis. Ganhou Roland Garros por mais duas vezes. Se tornou número 1 do mundo. Guga era um astro eos brasileiros tinham orgulho dele. O tênis parecia que entraria de vez na hall dos esportes nacionais.



Junto com Guga, outro brasileiro ganhava destaque: Fernando Meligeni. Argentino de nascimento, lutou sempre pelo Brasil, até a última bola.

Tinhamos então o talento de Guga com a raça portenha de Meligeni. O Brasil estava bem servido no esporte. Com os dois, só um pensamento era possível, logo virá uma nova geraçõ de tenistas. O que eram dois logo passará a ser cinco, seis, sete. Caminhavamos para virar uma potência no tênis.

No entanto, no meio do caminho algo saiu errado. Os tenistas esperados não apareceram. Guga e Meligeni se aposentaram. As vitórias no esporte ficaram só na lembrança.

Eis então que surge um novo talento, Thomaz Bellucci. Jovem, tinha todo o potencial para se tornar um dos melhores do mundo. O tênis brasileiro voltaria a sorrir. A caminhada seria longa, mas havia uma luz no fim do túnel.

Logo ele está no Top 30 do mundo, no caminho certo, mas eis que novamente algo não saiu como esperado. Alguma coisa alterou uma trajetória que parecia certa.

Bellucci não conseguia se firmar. Vencia, e pouco, apenas torneios pequenos. Não conseguia passar por um Top 10. Ganhou fama de "amarelão", muitos falavam que seu ranking era incompatível com seu talento.

Na Copa Davis de 2010 o Brasil tinha a grande chance de voltar à elite mundial, bastava passar pela frágil Índia. Ganhamos os dois primeiros jogos. Perdemos os três últimos. Bellucci desistiu de um jogo que perdia para o nº 113 do mundo. Ele era o 27 então.

Os brasileiros passaram então a se dividir entre os "corneteiros" de Bellucci e os que ainda acreditavam em seu potencial. O tenista fechou parceria com Larri Passos, ex-técnico de Guga. A esperança voltava aos poucos.

Mas Bellucci continuava inconstante. Em fevereiro ganhou sua primeira partida contra um Top 10. Bateu o espanhol Fernando Verdasco, nº 9, para na rodada seguinte ser eliminado contra o nº 191.

No ATP 1000 de Madri, série de competições que só perde em impotância para os Grand Slams, Bellucci virou um monstro. Jogou com autoridade as partidas, venceu dois Top 10 de maneira seguida e alcançou as semifinais, feito que o Brasil não conseguia há oito anos, desde Guga.

Na semifinal perdeu para o nº 2, Djokovic. Chegou a ganhar o primeiro set e a quebrar o saque do sérvio no início do segundo, mas acabou levando a virada. Tudo bem. Foi talvez a primeira derrota sua comemorada. Djoko tem sido fenomenal este ano, ainda não perdeu uma partida. Os entusiastas de Bellucci gritaram aos céus: "Estão vendo?!?!". Realmente o brasileiro mostrou que poderia enfrentar qualquer um jogando daquele jeito. Subiu para o 22º lugar no ranking com a campanha.



Bastou uma semana para ele voltar a ser questionado. Perdeu na estreia do ATP 1000 de Roma, perdeu para o nº 148 do mundo, que vinha do qualifer. Alegou cansaço. Não tinha conseguido se recuperar do torneio anterior.


Ora Bellucci, venhamos e convenhamos, para ser pelo menos um top 10 tem que se jogar toda semana. Djokovic já venceu seis torneios no ano jogando semana após semana. Não dá para jogar um torneio e descansar no outro.

Contra a Índia, ano passado, foi a mesma coisa. Desistiu alegando cansaço, estava sofrendo com o calor indiano. Se Bellucci fosse Islandês talvez eu aceitaria o argumento, mas um brasileiro falando isso? E um atleta profissional, de alto nível, não pode sofrer dessa maneira.

O que falta a Bellucci é preparação. Falta também ânimo. É fácil ele se abater quando está atrás do placar. Bellucci sofre antecipadamente.

No próximo dia 22 começa Roland Garros. Bellucci entrará no torneio como um dos cabeças de chave. Com tempo para descansar, esta competição deve ser o limite para saber se há esperanças de um novo Guga, ou se Bellucci será apenas uma eterna promessa.

Torço para que seja a primeira opção, mas, para mim, sua realidade mais próxima parece ser a segunda.